Muito antes da instantaneidade que marca os dias atuais, a informação em Turmalina percorria caminhos lentos, quase silenciosos, e alcançava poucos. Até a década de 1930, as notícias chegavam à cidade trazidas por viajantes, e depois por meio de um único aparelho de rádio, um objeto raro, que simbolizava o avanço tecnológico em meio a uma realidade ainda distante dos grandes centros.
O rádio pertencia a Sebastião Gonçalves Maciel, conhecido como “Tão Maciel”, que, ao lado de sua esposa, a professora Augusta Lima, morava no imóvel onde hoje funciona o prédio da Eletrozema. Todas as noites, a residência se transformava em um verdadeiro ponto de encontro. Ali, moradores como Américo Antunes, Miguel Soares de Carvalho e Sebastião Alves se reuniam para ouvir, com atenção, as notícias que vinham de longe, rompendo o isolamento e conectando a pequena Turmalina ao restante do país.
De acordo com relatos registrados por Mário Sebastião Alves Cordeiro, na obra A formação Política e Econômica de Turmalina, aquele simples aparelho representava muito mais do que tecnologia: era um elo com o mundo, uma janela aberta para acontecimentos que ultrapassavam as fronteiras da cidade. Infelizmente não encontramos mais relatos ou imagens deste aparelho.
Já a foto em destaque mostra um rádio que integra o acervo da Casa da Cultura de Turmalina. O equipamento foi adquirido por Lauro Machado, com o objetivo de permitir que os turmalinenses acompanhassem os jogos da Copa do Mundo de 1950, um momento histórico que reuniu a população em torno das transmissões esportivas, reforçando o papel do rádio como instrumento de integração social.
Hoje, décadas depois, a comunicação em Turmalina segue evoluindo. A Rádio Turmalina mantém viva essa tradição de informar e aproximar pessoas, mas agora com o alcance ampliado pela tecnologia. Inclusive, a emissora acaba de alcançar um marco expressivo: mais de 2 milhões de conexões na internet.
Por meio de seu aplicativo, a emissora ultrapassa fronteiras e conecta turmalinenses espalhados por diversas cidades do Brasil e do mundo, mantendo viva a essência daquele antigo rádio: levar informação, emoção e pertencimento a quem está perto ou longe de casa. Diga de qual cidade você está lendo este artigo!
