Um homem natural de Turmalina/MG, foragido da Justiça do Rio de Janeiro, foi preso nesta semana em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, suspeito de integrar uma quadrilha interestadual especializada no tráfico de animais silvestres. A organização criminosa, segundo as investigações, atuava com elevado grau de estrutura e contava, inclusive, com escolta armada ligada à facção Comando Vermelho (CV). As informações constam em reportagem publicada pelo site Gazeta dos Vales.
A prisão foi resultado de um trabalho de inteligência da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), realizado em parceria com a Polícia Militar Rodoviária e a Polícia Militar de Meio Ambiente. Após levantamentos e monitoramento, os agentes localizaram o suspeito escondido em Vespasiano, onde foi detido.
Durante as buscas na residência, os militares encontraram uma Arara-Canindé, espécie ameaçada de extinção, mantida em cativeiro de forma irregular. O próprio suspeito teria informado que o animal possui valor de mercado estimado em cerca de R$ 30 mil. A ave foi apreendida e encaminhada ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Belo Horizonte. Pela infração ambiental, o homem foi autuado em R$ 19.975,15, conforme prevê a legislação vigente.
As investigações apontam que a quadrilha atua em diversas regiões do país, incluindo os estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, além de Minas Gerais, promovendo o transporte e a comercialização ilegal de aves silvestres. A presença de escolta armada vinculada ao Comando Vermelho revela o nível de organização, periculosidade e alcance da atuação criminosa.
O homem preso já possui histórico de envolvimento em crimes ambientais, com reincidência registrada no estado do Rio de Janeiro, além de responder a inquérito em andamento na Polícia Federal. Ele deverá responder pelos crimes de associação criminosa e concurso de pessoas em crime ambiental.
Após os procedimentos de praxe, o suspeito foi encaminhado à delegacia para as providências legais cabíveis e permanece à disposição da Justiça. As investigações seguem em andamento com o objetivo de identificar e responsabilizar outros integrantes da quadrilha, bem como desarticular toda a rede de tráfico de animais silvestres, prática que causa danos irreparáveis à fauna brasileira e ao equilíbrio ambiental.
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