Na cidade do Serro, um homem foi condenado a 86 anos de prisão em regime fechado pelos crimes de tortura e abusos sexuais cometidos contra as próprias filhas, além de tortura praticada contra um enteado. A sentença reflete a gravidade dos atos e o impacto profundo deixado nas vítimas, ainda em fase de desenvolvimento.
A condenação foi recebida como um marco no enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes. Para o promotor de Justiça Júlio Maciel Cordeiro, turmalinense, a decisão representa uma resposta firme do Estado diante de crimes que ferem a dignidade humana em seu nível mais cruel. “O Ministério Público seguirá atuando com rigor absoluto no combate à violência doméstica, especialmente nos crimes de estupro, tortura e maus-tratos contra crianças e adolescentes”, afirmou.
A mãe das crianças também foi responsabilizada pela Justiça.
Conforme o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), ela recebeu pena de 21 anos de prisão, em regime fechado, por coautoria e omissão em diversos episódios de tortura. De acordo com a denúncia, os crimes eram praticados na presença da companheira, que não intervinha, não buscava ajuda e mantinha postura de aceitação diante das agressões.
Na sentença, o Judiciário ressaltou que os crimes ocorreram de forma reiterada e com extrema crueldade, tendo como finalidade o castigo e o controle das vítimas, o que resultou em intenso sofrimento físico e emocional. A decisão reconhece não apenas a materialidade dos fatos, mas a dimensão humana do trauma imposto às crianças.
O caso reforça a importância da responsabilização rigorosa e do papel das instituições na proteção da infância. Para o Ministério Público, a condenação envia um recado claro à sociedade: violência contra crianças não será tolerada, e o silêncio, a omissão e a conivência também são crimes.
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